12.11.2025
Infraestrutura de recarga
Veículo Elétrico
Popularização dos carros elétricos, expansão na infraestrutura de recarga, soluções voltadas aos motoristas e o modelo de “energia como serviço”: a popularização e a maturidade do mercado apresentam também oportunidades inéditas.
No artigo de hoje, compartilhamos algumas das principais tendências para o setor da mobilidade elétrica em 2026.
Que o mercado de veículos elétricos está em pleno crescimento, já não é novidade. A expectativa para 2026, então, é que eles deixem de ser um nicho de “early adopters”, muito graças aos preços que, finalmente, estão se aproximando ao de carros à combustão.
A consolidação de montadoras chinesas como a BYD, GWM, GAC, JAC e Geely, assim também como a reação competitiva de fabricantes tradicionais, que é o caso da Renault, Chevrolet, Hyundai e Nissan, apresentam um cenário com uma imensa variedade de modelos disponíveis, que atendem a diferentes demandas e orçamentos.
Outros fatores que contribuem para os preços caindo são os incentivos governamentais, tanto em nível federal quanto estaduais, a redução no custo das baterias e o início da fabricação e montagem nacional que reduz drasticamente os custos de importação.
Modelos como o Kwid E-Tech, Dolphin Mini, Geely EX2 e JAC E-JS1, por exemplo, já aproximam os carros elétricos ao patamar dos R$ 100 mil, não muito distante dos chamados “carros populares” atuais. E isso sem nem levar em conta o custo operacional muito menor, pois os carros elétricos gastam menos em uma comparação direta de km por real, precisam de menos manutenções e economizam até no IPVA. 2026 promete, portanto, uma democratização dos carros elétricos.
Com a frota crescente de carros elétricos, cada vez mais empresas têm entrado nesse mercado para atender a demanda pelas recargas. E com a rede de carregamento crescendo, mais pessoas se sentem confortáveis para investir em um carro elétrico – uma “bola de neve” onde todo o mercado cresce.
Estima-se que a rede nacional de carregadores rápidos cresceu 400% em 2025, e com previsão de cobertura completa em todas as principais rodovias até o final de 2026. Se a “ansiedade de autonomia” desencorajou os motoristas no passado, hoje já é possível recarregar o carro nos condomínios, postos de combustíveis tradicionais e até mesmo em redes de varejo.
A maturidade do setor também se mostra visível na exigência dos usuários de carros elétricos por sistemas e soluções cada vez melhores, com mais inteligência e praticidade.
Oferecer diferentes maneiras de se pagar por uma recarga, por exemplo, é uma tendência para todas as redes de recarga daqui em diante. Seja através de um aplicativo, na máquina de cartão de crédito ou por tags de aproximação, o importante é não perder nenhum cliente.
Aqui é fundamental também um recurso que se tornará cada vez mais comum: a interoperabilidade. Ela diz respeito à compatibilidade de um carregador ou sistema de recarga com outras soluções, a fim de que um motorista ainda consiga carregar mesmo que tenha só o aplicativo instalado de outra marca, por exemplo.
Isso acontece porque, aos consumidores, se espera soluções mais universais, como é com os postos de gasolina, para uma adoção em massa semelhante para os carros elétricos. Com isso, vencem as empresas que oferecem alternativas que colocam os usuários no centro da experiência.
Uma grande oportunidade de negócios que surge com a eletrificação da mobilidade é com relação a geração e distribuição de energia elétrica, já que, sem infraestrutura, não existe recarga.
Em 2026, ganhará ainda mais força o modelo de “energia como serviço”, onde as empresas do setor fornecem não somente a energia e a instalação elétrica, como também soluções de recarga para os consumidores finais, lidando com a operação e manutenção dos carregadores em parcerias com empresas de eletromobilidade.
A integração com energia renovável atende a uma demanda por sustentabilidade, da mesma forma que transforma energia em receita recorrente baseada em alto volume de consumo. Como pontuado em um estudo da BTG Pactual, ao empreendedor isso significa entrar em um mercado em expansão, onde mobilidade, energia e serviços financeiros se usem para criar novos modelos de negócios.
Em um mercado cada vez mais multifacetado por diferentes demandas de software, serviços e infraestrutura, conte com quem tem experiência ao gerenciar as redes de recarga de grandes nomes como a Copel, Celesc e Graal.
A movE conta com mais de 15 anos de experiência no setor e oferece soluções como os diversos métodos de pagamento ao motorista, um sistema interoperável e plena integração com o mercado de energia.
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